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A COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO

                                        A COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO

      A verdadeira comunhão cristã – chamada pelo Novo Testamento grego de koinonia – é o dom do Espírito para a igreja. Porém esta comunhão está seriamente em falta na maior parte da igreja institucional hoje. E esta falta está na raiz da impotência, rigidez e aparente irrelevância da maioria da igreja atual.

      A igreja hoje está sendo atacada especialmente por causa do seu institucionalismo rígido, e do seu “fundamentalismo morfológico”. Os críticos exigem estruturas mais relevantes para a igreja e uma nova eclesiologia. Eu gostaria de sugerir que o conceito neo-testamentário da koinonia do Espírito Santo oferece um bom ponto de partida para esta procura de uma estrutura mais íntima e menos institucionalizada para a vida da igreja.

UMA CRISE DE COMUNHÃO

      A igreja hoje está sofrendo uma crise de comunhão. Simplesmente não está experimentando nem demonstrando esta “comunhão do Espírito Santo” (2 Co 13:14) que marcou a igreja do Novo Testamento. Num mundo de grandes instituições impessoais, a igreja muitas vezes parece ser mais uma grande instituição impessoal. A igreja está altamente organizada justamente numa época quando seus membros querendo menos organização e comunidade. É raro hoje em dia achar dentro da igreja institucionalizada aquela intimidade atraente entre as pessoas onde as máscaras são tiradas, a honestidade prevalece e se sente um nível de comunicação e comunidade além do humano – onde há literalmente a comunhão do e no Espírito Santo.

      A considerável popularidade do livro “O Sabor do Vinho Novo” de Keith Miller foi grandemente atribuída, eu creio, ao fato dele ter colocado o dedo exatamente nesta necessidade da igreja. Ele tocou um acorde que achou ressonância em milhares de cristãos sinceros quando observou: “Nossas igrejas estão cheias de pessoas que exteriormente parecem satisfeitas e em paz, mas interiormente estão clamando por alguém que as ame... exatamente como estão – confusas, frustradas, muitas vezes amedrontadas, culpadas, e incapazes de se comunicarem mesmo com a própria família. Mas as outras pessoas na igreja parecem estar tão felizes e satisfeitas que raramente alguém tem coragem de admitir suas próprias necessidades interiores diante de um grupo tão auto-suficiente como a reunião da igreja geralmente aparenta ser.”

       Esta duplicidade não intencional é um resultado quase inevitável dos atuais padrões institucionais da organização da igreja. É uma descrição da igreja sem koinonia.

      Koinonia é, evidentemente, somente um aspecto da natureza da igreja. A igreja do Novo Testamento vivia pelo testemunho, serviço e comunhão. Todas estas três coisas são essenciais para a igreja ser perseverante. A igreja deve pregar e ensinar, e deve servir – seguindo o exemplo de Cristo. Mas koinonia é essencial tanto para uma proclamação efetiva como para um serviço relevante. Koinonia é a permanência da igreja na videira, para que possa produzir muito fruto. É o corpo se tornando “bem ajustado e consolidado”, edificando-se a si mesmo em amor para que os dons individuais do Espírito possam se manifestar no mundo (Ef 4:16). Muitas vezes tanto a pregação como o serviço da igreja tem sofrido simplesmente por falta da verdadeira koinonia.

      Mas o que é, especificamente, a koinonia do Espírito Santo? E o que ela nos diz sobre a estrutura da igreja em nossos dias?

                       O QUE É A “COMUNHÃO DO ESPÍRITO SANTO”?

      Em 2 Coríntios 13:14 Paulo ora para que a “comunhão (koinonia) do Espírito Santo” seja com os crentes de Corinto. E em Filipenses 2:1 Paulo fala sobre “comunhão (koinonia) do Espírito”.

      Duas dimensões estão envolvidas nestas passagens: a dimensão vertical da comunhão do crente com Deus e a dimensão horizontal de sua koinonia com outros crentes através do Espírito Santo. É importante que estes dois aspectos sejam mantidos juntos e entendidos juntos. O conceito neo-tetamentário de koinonia só é plenamente entendido quando compreendemos o significado das duas dimensões juntas.

      A princípio podemos ver aqui somente a dimensão vertical de comunhão com Deus através do Espírito Santo. Mas a dimensão horizontal também está bem presente, e talvez seja até a mais importante: a comunhão entre os crentes que é o dom do Espírito. Como James Reid escreveu sobre 2 Coríntios 13:14: “Isto não significa comunhão com o Espírito. É uma comunhão com Deus que ele compartilha através da habitação do Espírito com aqueles que são membros do corpo de Cristo. A comunhão do Espírito Santo é a verdadeira descrição da igreja.”

      Muito se tem escrito sobre o significado e as implicações da palavra koinonia. Tal

discussão, porém, tem enfatizado principalmente a dimensão horizontal, a comunhão dos cristãos uns com os outros. Mas é a dimensão vertical que nos dá o conteúdo fundamental a todo esse conceito de koinonia. Koinonia na igreja deve começar com a comunhão do Espírito Santo, ou do contrario ela não terá dinamismo neo-testamentário. Hendrik Kraemer o tem expressado bem em sua “Teologia da Laicidade”: “A comunhão (koinonia) com e em Jesus

Cristo e o Espírito é a base que gera e sustenta a comunhão (koinonia) dos crentes uns com os outros”. A comunhão e o relacionamento espirituais na igreja que são realmente koinonia são algo dado pelo Espírito; são mais do que uma função de nossa natureza humana. Partilham do sobrenatural.

      Há duas coisas, então, que a comunhão do Espírito positivamente não é:

      1 – Ela não é aquele relacionamento social superficial que a própria palavra comunhão significa muitas vezes em nossas igreja hoje. Tal “comunhão” geralmente não é mais sobrenatural do que as reuniões semanais do Rotary Club. A maior parte daquilo que se conhece por comunhão na igreja – seja qual for seu valor – é algo claramente inferior a koinonia. É “comunhão barata” parelela à “graça barata” de Bonhoeffer. No máximo, é uma confraternização amigável – atraente mas facilmente encontrada fora da igreja. Koinonia bíblica, porém, é uma exclusividade da igreja de Jesus Cristo.

 

      A “comunhão” típica da igreja raramente alcança o nível de koinonia porque koinonia não é entendida, esperada, nem procurada. Consequentemente há pouca ou nenhuma estrutura adequada para koinonia na igreja. A igreja hoje acostumou-se a uma sociabilidade agradável e superficial que no máximo chega a ser um substituto barato para a koinonia.

      2 – Por outro lado, koinonia não é simplesmente uma comunhão mística fora do contexto da estrutura da igreja. Podemos falar em termos abstratos sobre “a comunhão da igreja” como se fosse alguma coisa que automaticamente, e quase por definição, unisse os crentes. Mas o conceito abstrato não tem sentido sem o ajuntamento literal dos crentes num ponto definido no espaço e no tempo. Não podemos escapar disto, não deste mundo. O próprio Cristo enfatizou a necessidade de estarmos juntos quando disse: “porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18:20). Podemos ter comunhão sozinhos com Deus em qualquer lugar, pois Deus é Espírito. Mas ninguém pode ter comunhão com outro irmão que não está presente, apesar de nossa linguagem mística. A comunhão do Espírito Santo não é um poder etéreo que une espiritualmente os crentes embora estejam fisicamente separados. Antes, é aquela profunda comunidade espiritual em Cristo que os crentes experimentam quando se reúnem como igreja de Cristo.

      De uma forma mais positiva, podemos descrever a comunhão do Espírito Santo nos seguintes termos:

       1 – A koinonia do Espírito Santo é a comunhão entre os crentes concedida pelo Espírito Santo. É exatamente esta experiência de uma comunhão mais profunda, de uma intercomunicação sobrenatural, que talvez todo crente ocasionalmente tenha sentido na presença de outros irmãos. Sua base é a unidade que os cristãos compartilham em Cristo. Uma fé compartilhada, uma salvação compartilhada e uma natureza divina compartilhada são a origem da koinonia. A idéia básica da palavra koinonia, na verdade, é de algo que se tem em comum.

      2 – É a comunhão de Cristo com seus discípulos. Jesus gastou três anos vivendo e trabalhando em íntima comunhão com doze homens. Como Robert Coleman observa: “Na verdade ele gastou mais tempo com seus discípulos do que com todas as outras pessoas do mundo reunidos. Ele comeu com eles, dormiu com eles, e conversou com eles durante a maior parte de todo o seu ministério”. Estes homens não somente aprenderam de Cristo; compartilharam um profundo nível de comunidade que foi o protótipo da koinonia da igreja primitiva. É interessante que no meio do importante discurso de Cristo durante a última ceia três discípulos sentiram liberdade para interrompê-lo com comentários e perguntas (Jo 14:5,8,22). Juntos eles estavam experimentando a comunhão do Espírito Santo.

      3 – É a comunhão da igreja primitiva, registrada no livro de Atos. Os primeiros cristãos, conheceram uma unidade singular, com união de propósito, amor e interesse mútuos – em outras palavras, koinonia. Isto era além da alegria imediata da conversão ou do conhecimento de convicções comuns. Era uma atmosfera, um ambiente espiritual que cresceu entre os cristãos primitivos à medida que oravam, aprendiam e adoravam juntos em seus próprios lares (At 2:42-46; 5:42).

      4 – É correspondente na terra à comunhão celestial eterna e também as primícias desta comunhão. A alegria do céu é a liberdade de comunhão eterna com Deus e os irmãos, sem limitações terrenas. Como modelo terreno desta realidade celestial, a koinonia na igreja compartilha a mesma natureza espiritual da vida no céu; não é qualitativamente diferente. Mas sofre as limitações inevitáveis da carne, do tempo e do espaço. Desta forma, a koinonia na igreja não é contínua e nem universal. Antes, é interrupta, parcial, local – e é necessário que seja assim. É limitada e afetada por fatores físicos, mas sua realidade essencial não é deste mundo.

      5 – É análoga à unidade, comunhão e relacionamento entre Cristo e o Pai. Existe um paralelo entre a comunhão da trindade e a koinonia dos cristãos uns com os outros e com Deus. A oração de Cristo em João 17 é especialmente apropriada aqui. Jesus pede que seus discípulos “sejam um, como nós” (v.11). De uma maneira mais geral, ele ora para que todos os futuros cristãos “sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (v.21). Koinonia é o cumprimento desta

oração na igreja e é assim uma manifestação no tempo e espaço da comunhão da trindade. É uma intercomunicação sobrenatural entre as pessoas da divindade e a igreja na terra, envolvendo inseparavelmente tanto a dimensão vertical como a horizontal. Cristo quis que seus seguidores fossem um em sua koinonia – não somente um com Deus mas também uns com os outros.

      Tal koinonia é o dom do Espírito Santo. Mas será então a igreja impotente para criar e nutrir esta comunhão? Ou pode a estrutura da igreja prover condições para a comunhão do Espírito Santo?

      Daniel J. Fleming fez o seguinte ponto em seu livro “Vivendo como Camaradas”: “A formação e preservação desta koinonia... é o trabalho peculiar do Espírito Santo. Mas... nós podemos ajudar ou impedir esta consumação na medida que conscientemente nos esforçamos para entrar em comunidade com companheiros humanos”. E isto se aplica tanto para a igreja como para crentes individuais.

      A Bíblia não fala quase nada sobre estruturas específicas para a igreja. O Novo Testamento não contém revelações do Sinai sobre o “modelo do tabernáculo”. Somos livres para criar as estruturas mais apropriadas à missão e necessidade da igreja em nossa época, segundo o esquema geram da visão bíblica da igreja. E a própria ideia da koinonia do Espírito Santo pode ter alguma coisa muito significativa para nos mostrar a respeito de tais estruturas.

                  IMPLICAÇÕES NA ESTRUTURA DA IGREJA

       No Pentecoste o Espírito Santo deu à igreja recém nascida, entre outras coisas, o dom de koinonia. É a única explicação para a comunidade cristã primitiva descrita em Atos. A criação de comunhão genuína é um aspecto essencial da obra do Espírito Santo. Neste sentido a obra do Espírito Santo no crente individual não pode ser separada do que ele está fazendo na igreja – a igreja não como um ajuntamento de crentes individuais, mas exatamente como uma comunidade de fé.

      Deixar de ver esta ligação vital entre os aspectos individual e coletivo da operação do Espírito enfraquecerá o nosso entendimento tanto do crente individual como da igreja. Em primeiro lugar, faz-nos encarar o desenvolvimento espiritual do crente numa perspectiva exagerada de individualismo e separatismo, como se os cristãos crescessem melhor isolados.

E em segundo lugar, perderíamos um elemento de importância básica para a estrutura e ministério da igreja: A igreja provê o contexto para o crescimento espiritual através de compartilhar juntamente uma comunhão que é ao mesmo tempo o dom do Espírito e o ambiente no qual ele pode operar.

      Desta forma sugiro que haja uma ligação natural entre a comunhão do Espírito Santo e a estrutura da igreja. A natureza desta koinonia na verdade contém várias implicações para a estrutura da igreja.

       Em primeiro lugar, como já vimos, a comunhão do Espírito Santo é uma função da igreja remida, não da igreja espalhada. A implicação óbvia para a estrutura da igreja: A igreja deve providenciar condição suficiente para estar reunida se quiser experimentar koinonia. Koinonia exige que nos reunamos com lugar e hora marcada sob a direção do Espírito Santo. Podemos falar sobre comunhão do Espírito Santo apenas como uma realidade espiritual, ignorando as limitações de tempo e espaço, mas isto não tem sentido. O fato é que a comunhão do Espírito Santo – koinonia neo-testamentária na igreja – exige como uma necessidade absoluta proximidade física. A igreja não experimenta a comunhão do Espírito Santo se não se reúne num ambiente apropriado para a operação do Espírito.

Nota minha 01: o que podemos entender por estrutura da igreja?  Um templo? Um culto formal com um grande número de salvos reunidos? Ou pode ser de dois salvos? A Igreja De Cristo é composta com pessoas e a menor igreja possível de existir pode ser composta com duas pessoas, pois a menor reunião possível de se fazer, é a de duas pessoas, e Jesus disse: onde houver essa reunião, de duas pessoas salvas, ele está nela. Portanto, podemos concluir que, onde houver uma reunião com duas pessoas, no nome de Jesus, há comunhão na dimensão vertical e horizontal, então temos uma igreja.

       Em segundo lugar, a comunhão do Espírito Santo naturalmente sugere comunicação. Comunhão sem comunicação seria um conceito contraditório. Desta forma temos uma segunda implicação para a estrutura da igreja: A igreja deve se reunir de uma forma que permita e encoraje comunicação entre os membros.

       Este fato imediatamente levanta questões sobre as estruturas tradicionais de culto na igreja institucional. Seja qual for seu valor, o culto da igreja tradicional não é bem planejado para intercomunicação, para comunhão. É planejado tanto pela liturgia como pela arquitetura principalmente para uma espécie de comunicação de mão única – púlpito para banco. Na verdade a comunicação entre dois cultuadores durante as reuniões da igreja é considerada rude e irreverente. Como Alan Watts comentou sarcasticamente: “Os participantes sentam-se enfileirados olhando a nuca um do outro, e estão em comunicação somente com o líder”.

      O culto da igreja tradicional não é a estrutura adequada para experimentar a comunhão do Espírito Santo. E de modo geral podemos dizer que nenhuma reunião da igreja é apropriada para koinonia se for baseada numa espécie de comunicação de mão única, de líder para o grupo, seja reunião de oração, classe de Escola Dominical ou reunião de estudo bíblico. Koinonia surge e floresce somente em estruturas que permitem e encorajam comunicação.

      E por koinonia envolver tanto a dimensão vertical como a horizontal, esta comunicação também implica em comunhão com Deus; em outras palavras, a oração faz parte da koinonia.

      Uma terceira implicação para a estrutura envolve o elemento de liberdade. Paulo nos dá o princípio: “Onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade” (2 Co 3:17). O Espírito Santo é o libertador. A liberdade do Espírito e a koinonia do Espírito vão juntas. Onde há koinonia aí também há liberdade e abertura, um ambiente permite “falar a verdade em amor” (Ef 4:15). A verdadeira koinonia pode ser experimentada somente onde há liberdade do Espírito.

       A implicação para estrutura: A igreja deve providenciar estruturas que são

suficientemente informais e íntimas para permitir a liberdade do Espírito. Deve haver um senso de imprevisão e informalidade quando os crentes se reúnem, a expectativa emocionante do imprevisível, uma libertação de padrões e formas pré-estabelecidos. Frequentemente numa reunião informal e vagamente estruturada encontra-se uma abertura maior para o mover de Deus e desta forma há maior probabilidade para a experiência da comunhão do Espírito Santo.

      Certamente, isto não é para desfazer do uso correto de planejamento, forma e liturgia. Os crentes precisam daqueles momentos de culto solene em conjunto onde o Deus excelso e santo é honrado com dignidade e reverência. Mas no meio desta dignidade e reverência muitos crentes solitários clamam interiormente por um toque caloroso e restaurador de koinonia. Os crentes precisam conhecer na prática que o Deus Altíssimo é também o Deus Pertíssimo (Is 57:15). Se o culto tradicional da congregação não for de vez em quando complementado com oportunidades informais para koinonia, os crentes facilmente serão levados a uma espécie de deísmo enquanto a igreja se torna guardiã sagrada de uma forma impotente de religiosidade. Por outro lado, forma e liturgia tomam um novo sentido para os cristãos que estão vivendo e crescendo em koinonia.

       Robert Raines faz essencialmente o mesmo ponto em seu livro “Nova Vida na Igreja”:  “A igreja deve promover e manter as condições pelas quais a koinonia possa ser conhecida. Isto não pode ser feito com a maioria das pessoas simplesmente através do culto de domingo. O culto formal é indispensável por ser a reunião semanal da comunidade cristã. Mas só é efetivo com a compartilhação total entre todas as pessoas da amizade em Cristo que experimentaram durante a semana.”

      Finalmente, a comunhão do Espírito Santo sugere uma situação de aprendizagem. Jesus disse que quando o Espírito Santo viesse “ele nos ensinaria todas as cousas, vos faria lembrar tudo que vos tenho dito” (Jo 14:26). Ele testificaria de Cristo e guiaria os crentes a toda verdade (Jo 15:26; 16:13). O Espírito Santo veio para ensinar, para revelar a Palavra.

      Por ser o mesmo Espírito de Deus que inspira e fala através das Sagradas Escrituras (2 Tm 3:16; 2 Pe 1:21), e por serem estas mesmas Escrituras que testificam de Cristo (Jo 5:39), conclui-se que a koinonia do Espírito Santo é naturalmente relacionada ao estudo da Bíblia. Na verdade achamos os dois desta forma interligados na igreja primitiva, que “perseverou na doutrina dos apóstolos e na koinonia” (At 2:42).

      A implicação para a estrutura da igreja aqui é: “A estrutura da igreja deve providenciar estudo bíblico no contexto de comunidade”. Quando os cristãos se reúnem com o propósito definido de estudar a Bíblica sob a direção do Espírito Santo, eles experimentam a koinonia que resulta em transformação de vida. Eles são tocados pelo Espírito e pela Palavra. Descobrem que o caminho para aprender a Cristo é no contexto de uma comunidade de crestes ensinados pelo Espírito Santo.

      O conceito de koinonia do Espírito Santo, então, sugere que a igreja deve providenciar estruturas onde (1) os crentes se reúnem (2) a intercomunicação é encorajada (3) um ambiente informal permite a liberdade do Espírito (4) e o estudo bíblico objetivo é central.

      A maioria dos padrões e estruturas das igrejas contemporâneas claramente não cumpre estes critérios Mas há uma estrutura que os cumpre: grupos pequenos, em uma forma ou outra. É minha convicção que a koinonia do Espírito Santo é mais facilmente experimentada quando os cristãos se reúnem informalmente em grupos pequenos para comunhão.

      O grupo pequeno pode cumprir os critérios acima. Aproxima os crentes num ponto determinado do tempo e do espaço. Seu tamanho e intimidade permitem um alto nível de comunhão e comunicação. Não exige estruturas formais; é possível manter a ordem sem abafar a informalidade e abertura adequadas para a liberdade do Espírito. E finalmente, oferece um contexto ideal para estudos bíblicos em profundidade.

      A igreja primitiva experimentou koinonia do Espírito Santo. Nós também sabemos que os cristãos primitivos se reuniram em grupos pequenos nos lares. Coincidência? Ou será que o próprio conceito da koinonia do Espírito não sugere a necessidade de alguma espécie de comunhão em grupos pequenos como uma estrutura básica dentro da igreja?

      George Webber em sua discussão sobre grupos pequenos em “A Congregação em Missão” nota: “Nenhum relacionamento de amor pode desenvolver a menos que haja estruturas nas quais ele possa crescer”. A koinonia do Espírito Santo cresce quando há estruturas para nutri-la.

Fonte

Nota minha 02: Sinceramente acredito que a igreja que não cumpre o dever e privilégio da Koinonia, fica completamente descaracterizada como tal. Por isso ela deve esforçar-se ao máximo para criar ambiente propicio para o Espirito Santo gerar  Koinonia  e assim não cair na categoria de um clube social qualquer.

Pr Aramisio


“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aramisio Borges 

Natural de Goiânia, Go. Mora em SP desde 1983, servo de Deus a serviço de sua obra, Pastor há mais de 35 anos, teólogo, professor de Teologia e psicólogo; é responsável pela  MCDI - Ministério Cristão de Discipulado e Integração e pelo Instituto Exousia. Procura amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, ama a família, a obra de Deus, seus amigos, a vida!  Na medida do possível procura ser amigo de todos e na mesma medida, procura ter paz com todos os homens.  Procurando sempre resolver todas as pendências. Tem procurado estar de bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Tem um grande interesse pelo bem-estar do ser humano, principalmente no que se refere ao seu relacionamento com o Criador. Não é perfeccionista, mas gosta do melhor possível. Não é dogmático, mas gosta de ter uma posição definida em relação aos temas e doutrinas da Bíblia. Não chegou ainda, aonde quer, mas sebe onde deve chegar e esforça-se para isso. Gosta de se relacionar com o ser humano, procurando sempre o melhor nas pessoas, mesmo que possa se surpreender com pior. Sabe que toda pessoa rotulada como ruim tem um lado positivo e toda considerada boa, tem um, pelo ao menos um, aspecto negativo. Assim é com todos. Considera o conhecimento e o envolvimento com a Soberana Graça de Deus como imprescindível para o cristão e entende que, para viver nessa plena graça precisa, antes de tudo, viver no pleno mover do Espirito Santo. E sem essa Graça ninguém seria salvo, pois foi nessa base da graça que Deus, soberanamente, nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo. 

Devocional Diário

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