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Dia 12 de Fevereiro

 

Dia 12 de Fevereiro

Não se atreviam a contemplar a minha futura crucificação da qual eu falava. Tal acontecimento destruiria tudo aquilo em que tinham acreditado com todo o seu coração.

Desta maneira, meus discípulos resistiam muito fortemente ao que eu tentava dizer e afirmavam repetidamente que tal coisa nunca poderia ocorrer. Agi com firmeza contra suas teimosas negativas e finalmente sentiram-se obrigados a silenciar seus argumentos e a aparentemente aceitar que tal coisa poderia ser possível. Disse a eles que depois de minha morte me veriam de novo e que esperava que continuassem o trabalho que eu tinha começado.

A dor e as discussões que eu tinha provocado entre meus discípulos também me afetaram profundamente. Não era tarefa fácil ir a Jerusalém, onde o meu destino me esperava. Acima de tudo, perguntava-me se estaria à altura daquele grande desafio para a resistência. Seria capaz de transcender a condição física e entrar no Pai Consciência Universal e ali ficar até morrer? Às vezes eu me sentia profundamente assustado diante do calvário, mas não me atrevia a revelar esse temor a meus discípulos.

Assim, comecei minha última viagem em direção a Jerusalém com grande confusão de sentimentos. Por um lado, estava cansado de curar, falar e ensinar às pessoas que me escutavam boquiabertas e não tinham nenhuma real compreensão do que eu tentava dizer. Tinha pensado que meu conhecimento tornaria as pessoas capazes de sair de sua miséria e, pelo menos, estabelecer contato com o “Pai” e obter um vislumbre do “Reino dos Céus”. Não havia nenhuma evidência de tal despertar espiritual nem mesmo entre meus discípulos. Meu desapontamento e sentido de fracasso trouxeram-me contentamento ao pensar em abandonar a vida terrena rumo à gloriosa existência que sabia que me esperava depois da morte.

Ao mesmo tempo, perguntava-me como poderia suportar a dor da crucificação. Ao longo de minha missão, meu estado mental era mais ou menos pacífico e consistente – frequentemente em júbilo, com os pensamentos focados no “Pai Consciência Amorosa,” autor de todo ser, sabendo que bastava pedir e o que pedisse rapidamente seria manifestado. Eu seria capaz de manter minha serenidade, quando fosse apresentado diante do Conselho, levado para a crucificação, pregado na cruz com meu peso pendurado pelas minhas mãos?

Como estava dando lugar a dúvidas e temores, o nível normal das frequências de minha consciência estava baixando. Eu estava descendo novamente às frequências da consciência do plano terreno. Voltei a ser vítima de minha antiga agressividade que me incitava a atos irracionais, que eu não teria sequer considerado quando estava em meu estado anterior de total harmonia com o “Pai Consciência Amorosa”. Minhas dúvidas e conflitos se exteriorizavam em minha vida como emoções e impulsos humanos que eram opostos à Lei Cósmica do Amor.

Primeiro aconteceu o episódio da figueira. Tinha fome e fui em direção à árvore, não esperando verdadeiramente encontrar frutas porque não era a estação de figos. Ao ver que a busca era “infrutífera”, amaldiçoei a figueira. Vinte e quatro horas depois, ela havia murchado até as raízes.

Foi uma experiência chocante. Era a primeira vez que minhas palavras tinham causado dano a algo. Contudo, mostrou claramente a meus discípulos o poder do PENSAMENTO para o bem ou para o mal. Demonstrou que quanto mais espiritualmente evoluída é uma pessoa, maior é o impacto de suas palavras no meio ambiente.

Aproveitei a oportunidade para explicar aos meus discípulos que eu tinha me comportado de maneira irrefletida, como o faz a maioria dos homens e mulheres que, tendo grandes expectativas, não consegue o que quer. Essas pessoas costumam reagir com raiva, lágrimas e até com palavras fortes que podem ou não significar um “desejar mal” ou maldizer a pessoa que tenha negado o que eles desejavam. Eles já tinham visto por eles mesmos o que a minha maldição tinha causado à figueira. Agora deveriam compreender que tendo uma forte convicção, poderia ser concedido a eles qualquer coisa que pudessem desejar ou imaginar, mas também deveriam estar constantemente conscientes de sua própria condição mental – emocional. Não deveriam guardar rancor dos outros, mas sim perdoar rapidamente – do contrário, poderiam causar muito mal àqueles com quem estivessem ressentidos... E isto seria devolvido a eles no devido tempo, como a colheita do que semearam. E mais ainda, tal como é a semeadura, assim é a colheita. Sabia que o que eu tinha causado à figueira inevitavelmente retornaria para mim de uma ou outra maneira.

Então levei os meus discípulos para o Templo. Muitos anos tinham se passado desde que eu tinha estado lá e sabia que minha visita serviria para desencadear os acontecimentos que levariam à minha crucificação. Algumas pessoas me reconheceram e comecei a ensinar em resposta a seus pedidos. Foram se juntando mais pessoas e os agiotas se amontoaram, começando a reclamar. Seus gritos e queixas barulhentos interromperam a linha de meu pensamento enquanto ensinava.

De repente, a cólera tomou conta de mim. Havia ali pessoas sérias que me rodeavam e desejavam ouvir palavras de VIDA, as quais em breve não poderia mais pronunciar, e ali estavam mercadores que viviam vendendo animais para os sacrifícios que não beneficiavam ninguém. Aqueles homens somente traziam dívidas e miséria às pessoas. Senti o sangue subir-me à cabeça, empurrei as mesas espalhando o dinheiro e expulsei do Templo os homens de coração duro.

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 Meditação em Áudio

 

 

“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aram Borges 

Sou natural de Goiânia, Go. Moro em SP desde 1983. Formei-me em teologia em Belém do Pará, e depois faculdade de teologia e psicologia em SP.  Pastorei em vários lugares do Brasil: Pará, São Paulo, Brasília, Goiânia, Palmas e São Pulo Novamente.  Sou um buscador contumaz da verdade, nunca me conformei com nada menos que a verdade. Depois de tantos anos pertencendo ao sistema religioso, observando a vida e a mensagem de todos os que, também, fazem parte  do mesmo sistema, tanto leigos quanto clérigo; sempre percebi  que a verdade pregada e vivida era sempre relativa, e não transforma de fato, a ninguém. O novo nascimento que se prega, não é verdadeiro; é um equívoco enorme. Praticamente ninguém nasce de novo, talvez um em um milhão, (não estou julgado), mas foi o que eu sempre vi e vejo. Você não? Seja sincero!  As coisas velhas nunca mudam, pois não há nova criatura. Veja neste site o que penso hoje. Continuo buscado, a jornada é longa e o caminho é infinito. Devemos ser sempre buscadores. Mas para trilhar um caminho é preciso dar o primeiro passo. Só depois de 40 anos tentado enveredar-me por esse infinito caminho da jornada eterna, eu pude dar o  primeiro passo. Quando buscamos a verdade com empenho e vamos descobrindo aos poucos, sofremos muitos impactos. Crenças e paradigmas precisão ser quebrados. E isso custa muito caro para nós. Dogmas e crenças arraigados provocam profundo sofrimento no processo emocional. Por isso a maioria prefere se apegar em suas crenças antigas, sem nunca examiná-las em profundidade, do que ter que romper com elas. Quase sempre essas crenças e dogmas são passados  de geração para geração de milênio a milênio e são aceitos sem questionamento. Jesus disse: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. De que verdade Jesus está falando, você já pensou nisso?  Essa verdade da qual Cristo fala é a verdade pura e cristalina, sem a manipulação do homem. Onde se pode consegui-la? Essa verdade não é encontrada em livros, sejam eles quais forem, nem em dogmas e crenças humanas. Ela só pode ser encontrada no íntimo de cada de nós. Esse íntimo é um lugar sagrado, onde só você e Deus acessam. Ninguém pode manipular ou deturpá-la, por isso a verdade emana  de uma forma plena e confiável.

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