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Dia 14 de Agosto

Dia 14 de Agosto

Senti de repente um estremecimento de ressentimento e raiva se entrelaçar aos sentimentos habituais de amor para com aqueles homens. Com certo cinismo, perguntava-me que sinal poderia deixar que fosse uma recordação eficaz, para que os meus ensinamentos retornassem a suas mentes quando já não estivesse com eles. Se podiam esquecer tão rapidamente todos os meus ensinamentos sobre o “Amor do Pai” e desfrutar a horrível história da Páscoa, enquanto eu ainda me encontrava na mesma sala com eles – de que se recordariam quando morresse como um “malfeitor” na cruz, a mais desprezível das mortes?

Depois pensei que, se o “derramamento de sangue” os comovia tanto, daria a eles sangue para que se recordassem de mim! Com essas reflexões irônicas apanhei um pão, parti-o, passei-o a meus discípulos e disse que o comessem. Comparei o pão partido com o futuro de meu corpo partido e pedi que repetissem o “partir o pão e o distribuir” em lembrança do sacrifício de meu corpo para trazer a VERDADE – a Verdade sobre Deus e a Verdade sobre a Vida, a Verdade sobre o Amor.

Percebendo que eu estava com um humor estranho, pararam de comer, escutaram, pegaram o pão e comeram em silêncio. A seguir, tomei minha taça de vinho e a entreguei, dizendo que cada um devia beber dela, posto que era o símbolo de meu sangue que logo seria derramado porque tinha me atrevido a trazer a Verdade da Existência.

Vi que meu tom de voz tinha tocado a alguns deles. Sobriamente, cada um tomou um gole e depois passou a taça para quem estava a seu lado. Mas ainda não diziam nada. Percebiam que eu estava sério e que já não toleraria mais discussões. Então eu disse que um deles me trairia.

(Em segredo entendia os seus motivos e sabia que ele era uma parte necessária da futura sequência de acontecimentos. Simplesmente cumpria o papel que sua natureza o levava a desempenhar. Eu sabia que ele sofreria muito e senti compaixão por ele. Mas guardei estes pensamentos só para mim).

Ao mencionar que um deles me trairia, disse a Judas que saísse para fazer rapidamente o que tinha que fazer; os discípulos despertaram, se perguntando se realmente aquela era sua última ceia comigo. Havia muita angústia emocional, perguntas, inclusive recriminações por tê-los colocado em tal armadilha. Outra vez, perguntaram-se o que fariam de suas vidas depois que eu me fosse. Perguntavam-se qual seria seu lugar na comunidade se eu fosse crucificado. As pessoas zombariam deles, queixavam-se. Ninguém voltaria a confiar no que dissessem.

Profundamente entristecido pela resposta egoísta diante de minha situação, assegurei a eles que não tinham que temer por sua própria segurança. Deveriam abandonar-me e não haveria ligação entre eles e a minha crucificação. Sugeri que depois de minha morte se dispersassem e voltassem para a Galileia. Pedro comoveu-se profundamente e reagiu com violência negando que algum dia me abandonaria, mas, é claro, foi o que ele fez.

Mesmo depois de todo o amor que tinha por meus companheiros e de tudo o que desejava obter para eles, naquele momento de minha própria necessidade, ainda encontrava total falta de compreensão, até resistência. Sua única preocupação era sobre o que poderia acontecer a eles. Não houve nenhuma palavra amável, oferecimento de ajuda ou angústia pela minha dura prova futura.

Como era duro o coração humano, pensei! Quantos penosos séculos teriam que passar antes que a humanidade pudesse ir mais além de sua própria dor e sofrimento para sentir talvez uma faísca de amor e compaixão para com outros desafortunados que se encontrassem numa situação pior do que a deles?

Porém, ainda que profundamente decepcionado e mesmo machucado por suas reações egoístas, compreendi-os e procurei dar aos meus discípulos coragem para enfrentar o futuro e assegurei que sempre estaria com eles, mesmo quando estivesse fora de suas vistas. A obra que eu tinha começado seria promovida desde o além. Não os deixaria sozinhos. Conheceriam e sentiriam minha presença e isso os consolaria.

Disse que se agarrassem à recordação do tempo em que eu tinha estado com eles. Alertei que haveria muitos que continuariam o caminho com o conhecimento que eu havia dado, mas que estranhos buscariam acrescentar a voz da tradição e da razão aos meus ensinamentos. Minhas palavras seriam tão distorcidas que, finalmente, já não revelariam a Verdade original que eu havia trazido ao mundo.

Quando disse que isso aconteceria afligiram-se, foram mesmo tomados pelo pânico. Fiquei aliviado ao ver que meus ensinamentos não tinham sido em vão apesar de tudo, que não tinham entrado em ouvidos totalmente surdos. Pediram-me que contasse mais – mas levantei as mãos e disse que isso era tudo o que eu podia dizer.

Nesse ponto, senti que havia dito tudo o que eu tinha querido dizer enquanto estava na Terra e que meu discurso aos homens havia sido cumprido. Tudo o que mais profundamente desejava era retirar-me ao silêncio e encontrar paz e conforto em meu contato com o “Pai”.

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Meditação em Áudio

 

 

“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aram Borges 

Sou natural de Goiânia, Go. Moro em SP desde 1983. Formei-me em teologia em Belém do Pará, e depois faculdade de teologia e psicologia em SP.  Pastorei em vários lugares do Brasil: Pará, São Paulo, Brasília, Goiânia, Palmas e São Pulo Novamente.  Sou um buscador contumaz da verdade, nunca me conformei com nada menos que a verdade. Depois de tantos anos pertencendo ao sistema religioso, observando a vida e a mensagem de todos os que, também, fazem parte  do mesmo sistema, tanto leigos quanto clérigo; sempre percebi  que a verdade pregada e vivida era sempre relativa, e não transforma de fato, a ninguém. O novo nascimento que se prega, não é verdadeiro; é um equívoco enorme. Praticamente ninguém nasce de novo, talvez um em um milhão, (não estou julgado), mas foi o que eu sempre vi e vejo. Você não? Seja sincero!  As coisas velhas nunca mudam, pois não há nova criatura. Veja neste site o que penso hoje. Continuo buscado, a jornada é longa e o caminho é infinito. Devemos ser sempre buscadores. Mas para trilhar um caminho é preciso dar o primeiro passo. Só depois de 40 anos tentado enveredar-me por esse infinito caminho da jornada eterna, eu pude dar o  primeiro passo. Quando buscamos a verdade com empenho e vamos descobrindo aos poucos, sofremos muitos impactos. Crenças e paradigmas precisão ser quebrados. E isso custa muito caro para nós. Dogmas e crenças arraigados provocam profundo sofrimento no processo emocional. Por isso a maioria prefere se apegar em suas crenças antigas, sem nunca examiná-las em profundidade, do que ter que romper com elas. Quase sempre essas crenças e dogmas são passados  de geração para geração de milênio a milênio e são aceitos sem questionamento. Jesus disse: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. De que verdade Jesus está falando, você já pensou nisso?  Essa verdade da qual Cristo fala é a verdade pura e cristalina, sem a manipulação do homem. Onde se pode consegui-la? Essa verdade não é encontrada em livros, sejam eles quais forem, nem em dogmas e crenças humanas. Ela só pode ser encontrada no íntimo de cada de nós. Esse íntimo é um lugar sagrado, onde só você e Deus acessam. Ninguém pode manipular ou deturpá-la, por isso a verdade emana  de uma forma plena e confiável.

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