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Dia 29 de Setembro

Dia 29 de Setembro

Moisés disse que anjos viriam voando a noite, atravessando o Egito, matando os primogênitos de todos os egípcios e o seu gado, deixando somente os primogênitos dos Israelitas, que seriam salvos pelas marcas de sangue em suas portas.

Enquanto os escutava, vendo seus sorrisos e sinais de aprovação para aquele “maravilhoso” acontecimento, me dei conta, angustiado, de que pouco haviam realmente compreendido de minha descrição do “Pai Celestial”. Ouvi as palavras de João sobre sangue, sangue e sangue, – sangue do cordeiro sem mancha, sangue nas marcas das portas, sangue das crianças e do gado egípcios. Como sempre, me espantei com os séculos de preocupação judia com o sangue e brevemente recordei que Abraão esteve mesmo disposto a matar o seu único filho, com a intenção de oferecê-lo em sacrifício, porque acreditava que Deus tinha dito a ele para fazê-lo. E logo pensei nos sacrifícios diários de animais no Templo. Para mim, todo o conceito de “fazer correr sangue” como forma de pagar pelo “pecado”, era completamente repulsivo.

Porém, fiquei calado e não discuti com os homens. Percebi que suas mentes estavam cheias daquelas tradições, tão sólidas e duras como pedra. Esta foi nossa última refeição juntos, em volta da mesa. Deveria ser um momento de paz entre nós e uma despedida amorosa. Era duplamente importante para meus discípulos, porque a Páscoa era um acontecimento muito sagrado para as suas mentes judias e isso eu teria que aceitar com um espírito de amor e compreensão.

Antes daquela noite, eu não havia celebrado a Páscoa, uma vez que a tradição me desgostava. Preferia subir às colinas tranquilamente, para meditar, deixando meus discípulos celebrarem a Páscoa com suas famílias. Por causa daquele hábito, eles não estranharam meu silêncio no momento. Eu estava meio recostado, meio sentado, incapaz de relaxar como costumava fazer – tenso, contraído, compassivamente caloroso para com meus discípulos – ainda que aborrecido com eles.

Perguntava-me como poderia deixar para estes seguidores sonolentos e confusos, um sinal efetivo como recordação, - algum ritual que trouxesse de volta às suas mentes confusas, tudo o que eu estava tentando ensinar. Eu queria sacudi-los e tirá-los daquela fixação pelo sangue.

Enquanto escutava a conversa sobre Moisés e seus atos milagrosos, me ocorreu que se eles estavam tão preocupados com sangue – então eu daria sangue a eles, para que se lembrassem de mim.

Inclinei-me sobre a mesa, peguei o pão e parti em vários pedaços, dizendo bruscamente: “Eu sou como seu Cordeiro Pascal. Distribuam este pão entre vocês e peguem cada um a sua parte; comam e façam isto em minha honra, por ter trazido a vocês a única VERDADE que o mundo já ouviu. Deixem que este pão seja o símbolo de meu corpo, que está a ponto de ser maltratado na cruz”.

Pararam de conversar e olharam para mim. “Vamos, comam”, eu disse. Como em um sonho, silenciosamente tomaram um pedaço de pão, passaram-no aos outros e todos comeram a sua parte.

Então peguei uma grande taça de vinho e disse para beberem e passarem aos outros. “Este vinho é o símbolo de meu sangue. Eu vim para dar a vocês a VERDADE. A Verdade sobre Deus – a Verdade sobre a vida. Porém, eu fui rejeitado. Meu sangue correrá por vocês”.

Novamente, em silêncio, beberam da taça e a passaram entre si. Suas faces estavam tensas, mas não disseram nada. Era óbvio que todos estavam comovidos pelas minhas palavras, que não agradava a eles.

Eu sabia que Judas tinha recebido dinheiro para apontar-me aos soldados do Sumo Sacerdote, quando o momento chegasse. Também sabia que a noite da Páscoa seria aquele momento. Então disse a Judas: “Vá logo e faça o que tem que fazer”. Judas me olhou longamente e vi a dor e indecisão em seus olhos. Ele estava repensando o assunto, porém o meu tempo havia chegado e eu queria terminá-lo de uma vez. “Vá”, disse com dureza. Judas levantou-se e saiu da sala.

Os discípulos ficaram surpresos pela maneira como eu falava e perguntaram o que Judas iria fazer. “Vai dizer ao Sumo Sacerdote onde me encontrar. Vão crucificar-me – exatamente como eu falei para vocês”.

Observei, com certo cinismo doloroso, as expressões de seus rostos – dúvida, sobressalto, terror. Logo, brotou uma torrente de perguntas ressentidas. O que iria acontecer a eles? Eles tinham deixado suas casas e famílias por mim. Se eu fosse crucificado como um delinquente comum, eles perderiam uma vida de liberdade e segurança. Eu então disse que iriam me abandonar. Com veemência negaram tal coisa – mas o fizeram.

Estava demasiado cansado para discutir com eles. Eu tinha me tornado tão forte, tão seguro no conhecimento de que o “Pai” estava em mim – e comigo – a todo instante, que eu podia me dar ao luxo de perdoar a deslealdade deles. E, ao final de tudo isso, seria liberado de meu corpo e poderia ascender aos reinos de Luz, que eu tinha frequentemente sentido, mas nunca visto em plenitude com a visão terrena. Era um pensamento que me trazia profundo consolo e uma feliz sensação de expectativa.

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Meditação em Áudio

 

“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aram Borges 

Sou natural de Goiânia, Go. Moro em SP desde 1983. Formei-me em teologia em Belém do Pará, e depois faculdade de teologia e psicologia em SP.  Pastorei em vários lugares do Brasil: Pará, São Paulo, Brasília, Goiânia, Palmas e São Pulo Novamente.  Sou um buscador contumaz da verdade, nunca me conformei com nada menos que a verdade. Depois de tantos anos pertencendo ao sistema religioso, observando a vida e a mensagem de todos os que, também, fazem parte  do mesmo sistema, tanto leigos quanto clérigo; sempre percebi  que a verdade pregada e vivida era sempre relativa, e não transforma de fato, a ninguém. O novo nascimento que se prega, não é verdadeiro; é um equívoco enorme. Praticamente ninguém nasce de novo, talvez um em um milhão, (não estou julgado), mas foi o que eu sempre vi e vejo. Você não? Seja sincero!  As coisas velhas nunca mudam, pois não há nova criatura. Veja neste site o que penso hoje. Continuo buscado, a jornada é longa e o caminho é infinito. Devemos ser sempre buscadores. Mas para trilhar um caminho é preciso dar o primeiro passo. Só depois de 40 anos tentado enveredar-me por esse infinito caminho da jornada eterna, eu pude dar o  primeiro passo. Quando buscamos a verdade com empenho e vamos descobrindo aos poucos, sofremos muitos impactos. Crenças e paradigmas precisão ser quebrados. E isso custa muito caro para nós. Dogmas e crenças arraigados provocam profundo sofrimento no processo emocional. Por isso a maioria prefere se apegar em suas crenças antigas, sem nunca examiná-las em profundidade, do que ter que romper com elas. Quase sempre essas crenças e dogmas são passados  de geração para geração de milênio a milênio e são aceitos sem questionamento. Jesus disse: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. De que verdade Jesus está falando, você já pensou nisso?  Essa verdade da qual Cristo fala é a verdade pura e cristalina, sem a manipulação do homem. Onde se pode consegui-la? Essa verdade não é encontrada em livros, sejam eles quais forem, nem em dogmas e crenças humanas. Ela só pode ser encontrada no íntimo de cada de nós. Esse íntimo é um lugar sagrado, onde só você e Deus acessam. Ninguém pode manipular ou deturpá-la, por isso a verdade emana  de uma forma plena e confiável.

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